Interdição de mercado municipal chega há quase 3 meses em Guajará-Mirim

Há quase três meses, o mercado municipal está interditado em
Guajará-Mirim. A interdição aconteceu pela falta de equipamentos de segurança contra incêndio.

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Feirantes improvisaram barracas na frente do mercado municipal enquanto a situação não é resolvida

Cerca de 40 comerciantes possuem box no mercado e, com a interdição, que ocorreu no dia 12 de novembro do ano passado, tiveram que depender de barracas improvisadas em frente ao prédio do local.

Atualmente, os feirantes pagam um vigia para cuidar das mercadorias que
ficam nas barracas durante a noite e, mesmo assim, ainda ocorrem
furtos.

Um outro problema relatado pelos comerciantes é a chuva, já que
as barracas ficam na rua.

“A freguesia diminuiu. A gente está no sol e na chuva.

O prejuízo está saído para todos. A gente perdeu mercadoria por causa da chuva e do vento”, contou a feirante Dinorá Sanches.

Para proteger as mercadorias e até mesmo geladeiras e fogões, os
feirantes precisam subir nas barracas para por lona, como conta o
autônomo Claribel Gomes.

“Quando chove temos que por lona nas barracas para evitar que as coisas
molhem. Minha colega estava arrumando a lona na barraca, ela caiu e
quebrou o braço”, disse.

Interdição

O Mercado Municipal de Guajará-Mirim foi reformado há cerca de quatro
anos e, mesmo sem possuir um projeto contra incêndio e pânico aprovado,
foi inaugurado.

Em outubro de 2018, o Corpo de Bombeiros realizou uma vistoria no prédio e encontrou diversas irregularidades.

Entre elas estão paredes com rachaduras, instalações elétricas
comprometidas, falta de sinalização e iluminação de emergência.

A prefeitura foi notificada e tinha 30 dias para providenciar os
equipamentos e apresentar um projeto contra incêndio e pânico.

O tempo expirou e como nenhuma medida foi adotada, o prédio do mercado municipal foi interditado.

O que respondeu a prefeitura?

O prefeito, Cícero Noronha, que informou que iniciará um
processo de licitação para a reforma das paredes, manutenção da parte
hidráulica, iluminação e sinalização de emergência.

“Nós abriremos ainda nesse mês de fevereiro o processo licitatório com
previsão de conclusão até o final de março. Esse recurso é oriundo do
deputado Dr. Neidson para que nós tenhamos um valor maior, tendo em
vista que os problemas de mercado não é somente o problema da parte
elétrica. Nós temos também o problema da parte hidráulica. Queremos
fazer a pintura e outras manutenções”, disse o chefe do executivo
municipal, Cícero Noronha.

Ainda de acordo com o prefeito, assim que processo licitatório for concluído as obras no prédio serão iniciadas.

 Fonte: G1

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