Sábado, Dezembro 7, 2019
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Estudante se finge de morta para se salvar de atiradores em escola

Estudante se finge de morta para se salvar de atiradores em escola

Uma adolescente se fingiu de morta para evitar que fosse baleada durante a ação de dois atiradores na Escola Estadual Raul Brasil, no Jardim Imperador, em Suzano, nesta quarta-feira, contou uma auxiliar administrativa de 30 anos, que acolheu um grupo de estudantes no escritório onde trabalha. Segundo ela, os adolescentes estavam muito assustados, principalmente essa menina, que estava com o uniforme sujo de sangue.

“Ela disse que se fingiu de morta para não ser atingida também. Dois colegas dela foram feridos. Ela não conseguiu falar direito o que aconteceu, estava em estado de choque. Depois o pai dela veio buscá-la e a levou para o hospital”, afirmou.

Crédito: Werther Santana/Estadão Conteúdo

De acordo com a moradora de Suzano, que preferiu não se identificar, vários estabelecimentos nas proximidades da escola estão oferecendo assistência aos alunos e avisando os pais deles.

Os dois atiradores, que estavam encapuzados, atiraram a esmo várias vezes e mataram cinco estudantes, uma funcionária do colégio e se suicidaram em seguida.

A PM foi chamada por volta das 9h30 para atender a ocorrência. Ainda não se sabe a motivação do crime.

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Crédito: Mauricio Sumiya/Futura Press/Estadão Conteúdo

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‘Diziam que iam matar todos’, diz aluna a vizinha

A comerciante Jozielma Soares dos Santos, de 48 anos, que trabalha numa oficina a cerca de 200 metros da Escola Estadual Professor Raul Brasil, relatou o pânico vivido por alunos na manhã desta quarta-feira, quando dois atiradores abriram fogo contra estudantes e funcionários do colégio. Os criminosos deixaram seis vítimas e se suicidaram em seguida. Jozielma contou que abrigou uma aluna que estava na escola na hora do massacre.

“Daqui da oficina deu para ouvir muitos tiros. De repente, começou a sair muita gente correndo da escola. As crianças saíam correndo, chorando muito, gritando. Uma menina entrou aqui na oficina desesperada, pediu meu celular emprestado para ligar para a mãe, mas a ligação não completava. Foi uma cena horrível”, contou.

Segundo o relato da aluna abrigada por Jozielma, os atiradores começaram o massacre logo após o sinal tocar, anunciando o início das aulas.

“Ela disse que eles diziam que iam matar todo o mundo, que iam jogar uma bomba. Alguns alunos se trancaram no refeitório, e outros fugiram pelo portão.”

(Informações MeioNorte)

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